Reajuste no preço do aço preocupa montadoras
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sábado, 08 de fevereiro de 2003
Fabio Telles<br> Agência Estado 
São Paulo O aço se tornou o grande vilão do setor automotivo com a desvalorização do real frente ao dólar no ano passado. O produto, que responde pela maior parte dos custos de produção de um veículo, sofreu reajuste médio de 57% em 2002. ''As indústrias nacionais de aço simplesmente dolarizaram suas produções'', disse o diretor de relações institucionais da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ademar Cantero.
Apesar deste aumento, os reajustes promovidos pelas montadoras no ano passado ficaram bem abaixo deste porcentual, principalmente por causa das baixas vendas no mercado interno. Ontem, no comunicado oficial da General Motors sobre um reajuste de até 6% em seus veículos, a empresa justifica o ato como resposta à desvalorização da moeda e ao preço de matérias-primas, principalmente o aço.
De acordo com o diretor da Anfavea, um carro de passeio conta, em média, com 600 quilos de aço. Deste total, 450 quilos representam aços em chapa e 150 quilos estão presentes nas peças, como motores, suspensão, eixos, entre outras.
O setor automotivo é o segundo maior comprador de aço do País. ''Estamos atrás apenas do setor de construção civil'', explica Cantero. Apesar disso, a associação não prepara nenhum lobby específico para conseguir a matéria-prima a preços menos elevados. ''É um problema que afeta a diversos setores'', comenta o diretor da Anfavea.


