Reajuste nas tarifas do pedágio entra em vigor nesta terça

Na praça da Econorte em Jataizinho, veículos de passeio com até dois eixos pagarão R$ 24,60

Vitor Struck - Grupo Folha
Vitor Struck - Grupo Folha

Os novos valores da tarifa do pedágio em todas as concessionárias do Anel de Integração já poderão ser encontrados pelos motoristas a partir desta terça-feira (10). A Econorte, que administra as praças de pedágio de Jacarezinho, Jataizinho e Sertaneja, confirmou que a nova tarifa será colocada em prática a partir da 0h desta terça.  


Reajuste nas tarifas do pedágio entra em vigor nesta terça
Marcos Zanutto/7/10/19
 


Os preços mais altos seguem sendo praticados na praça de Jataizinho. Agora, veículos de passeio com até dois eixos pagarão R$ 24,60 e motociclistas, R$ 12,30. Já motoristas de caminhões com até seis eixos terão que desembolsar R$ 120, valor estabelecido para as três praças de pedágio da Econorte. 




A Viapar também informou os novos valores em suas praças. A partir desta terça, as praças de Arapongas e Marialva cobram R$ 10,80 para veículos leves e ônibus (por eixo). Os caminhões passarão a pagar R$ 9,30 nas duas praças, e as motocicletas, R$ 5,40.


A praça Presidente Castelo Branco passou a cobrar R$ 14,70 para veículos leves e ônibus, R$ 12,30 para caminhões, e R$ 7,40 para as motos. Já as praças de Floresta, Campo Mourão e Corbélia estão cobrando a taxa de R$ 16,30 para veículos leves e ônibus, R$ 13,90 para caminhões, e R$ 8,20 para motos. 


O reajuste médio de 3,36% sobre a inflação havia sido homologado pela Agepar (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná) na semana passada para cinco concessionárias: Econorte, Viapar, Ecovia, Ecocataratas e Caminhos do Paraná. Somente a RodoNorte terá um reajuste menor, de 2,92%, porque a concessionária usa a fórmula paramétrica prevista no contrato original, enquanto as demais tiveram a fórmula alterada a partir de 2014.  


Também de acordo com a Agepar, a reposição das perdas inflacionárias levou em consideração indicadores que compõem a cesta de índices da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e é diferente da revisão tarifária que analisa o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos regulamentados em três Resoluções Normativas expedidas neste ano pela agência.  


Neste caso, o reajuste leva em conta indicadores do setor rodoviário, o que explica o fato de ter ficado acima dos 2,54% do Ipca (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) dos últimos 12 meses. 


Para o presidente do Setcepar (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná), Marcos Battistella, o reajuste neste momento contradiz os acordos de leniência firmados com a Justiça que reduziram a tarifa. “Se a gente pensar que fizeram um acordo de leniência e não se passou nem um ano, não sei com qual base eles fazem esse reajuste. Isso aí deve ter sido até acima da inflação, não dá pra entender. Os pedágios são caros e os serviços não são entregues, não sei que acordo de leniência que foi feito", lamentou.   

 

Somente Rodonorte, Ecovia e Ecocataratas haviam fechado acordos em que reconheceram irregularidades na gestão dos contratos e aceitaram aplicar um redutor de 30% sobre a tarifa. 


Já o presidente do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos de Bens de Londrina e Região), Carlos Roberto Dellarosa, avaliou que a medida ajuda a inviabilizar especialmente os fretes mais "curtos". “Isso está na contramão. O frete nada subiu. Hoje para Cornélio Procópio, Assaí, 60% do frete é o diesel, aí com o pedágio chega a 90%. Não vira nada, fica inviável do motorista trabalhar, este é um dos pedágios mais caros do mundo”, lamentou.   


Dellarosa avalia que 80% dos motoristas da região de Londrina sejam autônomos. Questionado se a tabela do frete, criada após a última greve dos caminhoneiros em julho, está sendo respeitada, o presidente avaliou que não. “Hoje está difícil porque não estamos quase tendo frete em lugar nenhum, infelizmente", lamentou   


Os contratos com as seis concionárias de pedágio que compõem o Anel de Integração foram firmados em 1997 e chegam ao fim no ano que vem. “Não tem muito o que brigar, apesar de que já entramos com ações, mas a expectativa é que com o final desse contrato venha o novo com valores inferiores do que estamos pagando hoje, é a esperança”, avaliou. 

 

O Governo do Paraná não respondeu se o reajuste seria publicado ainda nesta segunda-feira (9) até o fechamento desta edição. 


(Colaborou Fernanda Circhia)




(Atualizada às 13h de terça-feira, 10)

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