Para o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, o aumento excessivo agora é para compensar o ''represamento'' do reajuste que não foi dado no período eleitoral. A expectativa é que a gasolina suba R$ 0,16 e o diesel R$ 0,18. Segundo Fregonese, a defasagem real é ainda maior que a que está sendo repassada agora. O sindicato calcula uma defasagem de 25% no preço da gasolina, 40% no diesel e 70% no gás.
Mesmo assim, a expectativa, agora, adiantou Fregonese, é de que haja redução no preço dos combustível com a provável queda no preço do barril de petróleo hoje cotado a mais de US$ 28 e queda na cotação do dólar. ''Por enquanto isso são só conjecturas'', completou.
Ele disse que não será nenhum espanto se os postos se anteciparem a data fixada pela Petrobras para o reajuste. É que com o anúncio em véspera de feriado, os donos de postos, segundo ele, não conseguiriam recompor estoque com os combustíveis a preço velho. Para compensar o aumento, a saída é garantir uma margem maior de lucro com a gasolina estocada. ''Fazer alta em véspera de feriado é um absurdo. É para quebar o segmento, que vai se defender de outras maneiras'', avaliou.
O diretor executivo da Federação de Empresas Transportadoras do Paraná (Fetranspar), coronel Sérgio Malucelli, disse que o reajuste dos combustíveis vai ter reflexo nas taxas de fretes. ''Vai aumentar o custo operacional do transporte que, infelizmente, será repassado para o consumidor'', declarou. Malucelli não quis arriscar uma projeção, mas acredita que em breve a Associação Nacional do Transporte deve anunciar o reajuste. (A.L.)

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