Reajuste dos combustíveis foi correto, diz Gabrielli
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quinta-feira, 01 de maio de 2008
Nalu Fernandes<br>Agência Estado 
Nova York - Um dia após o anúncio do aumento de 10% do preço da gasolina e de 15% do diesel nas refinarias, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, classificou como ''adequado'' o tamanho dos reajustes, em entrevista. O executivo afirmou que não seria ''correto'' repassar ao mercado brasileiro aumento dos combustíveis em magnitude semelhante às elevações no mercado internacional, disse que ''eficiência'' é a chave para não reajustar os preços no Brasil junto com a oscilação do petróleo no mercado internacional e garantiu que não haverá novas elevações.
Desde o último aumento de preços implementado pela Petrobras, em 2005, o petróleo teve escalada de US$ 60 por barril para mais de US$ 100 no mercado internacional - nas máximas atingidas no começo desta semana, chegou perto dos US$ 120. O executivo apontou que mais de 70% dos custos da Petrobras na área de produção de petróleo estão ligados ao preço da commodity no mercado externo, sendo que 50% de impostos seriam pagos a preços internacionais. Ao ser questionado se isto não justificaria que os reajustes no mercado brasileiro fossem mais frequentes, Gabrielli emendou que ''não necessariamente''. ''Significa que temos de ser mais eficientes.''
Quanto à discrepância entre o forte avanço dos preços internacionais do petróleo e o nível dos aumentos anunciados, o presidente da Petrobras acredita que, no caso particular do Brasil, ''defasagem (de preços) é um conceito que precisa ser analisado a longo prazo''. Para o País, ''o ajuste de preços foi adequado na conjuntura atual'', disse ele, na sede da ONU, em Manhattan, onde estava reunido com outros 19 lideres da iniciativa privada, ONGs e sindicatos para o primeiro encontro de 2008 do Conselho-Diretor do Pacto Global, do qual faz parte.
Gabrielli fez questão de destacar que o aumento de preços foi uma ''decisão comercial''. Uma atividade normal da empresa, que define preços em função das condições do mercado e dos custos. Segundo ele, como a empresa não alterava os preços da gasolina no Brasil por ''muito tempo, provocou repercussão na sociedade''.


