A gasolina pode ficar até R$ 0,10 mais cara para o consumidor londrinense até o final desta semana, de acordo com gerentes de postos da cidade. O aumento do preço do combustível, anunciado pelo governo federal na semana passada, ainda não foi repassado para a população pois os postos aguardam decisão das distribuidoras e o fim dos estoques atuais para decidir sobre o reajuste. O aumento inicialmente previsto para os combustíveis, de 4,5%, deve-se ao fim da safra de cana-de-açúcar, que elevou o preço do álcool anidro em 16%. Hoje a gasolina recebe 25% de álcool em sua mistura. Até ontem, a gasolina mantinha preço médio de R$ 2,02, com variação entre R$ 1,93 e R$ 2,05, e o álcool, média de R$ 1,10, entre R$ 1,05 e R$ 1,15.
  Com o anúncio do aumento, feito na semana passada, o movimento nos postos chegou a aumentar em até 20%. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a gasolina vendida em Londrina é cerca de R$ 0,05 mais cara que a média nacional e o álcool, entre R$ 0,10 e R$ 0,15 mais barato.
  Os postos da zona oeste da cidade são os que apresentam preços mais baixos entre as revendas consultadas pela Folha. Alguns postos nas avenidas Rio Branco e Maringá estão vendendo gasolina por R$ 1,93. ‘‘O repasse do aumento está dependendo do preço que vamos conseguir junto às distribuidoras. Já fiz uma encomenda para amanhã (hoje) mas ainda não sei quanto vou pagar’’, explica o gerente de um posto na Avenida Maringá, José Carlos de Luza.
  As diferenças de preços nos postos da cidade são mais marcantes entre revendedoras de regiões diferentes. O gerente de um posto localizado na Avenida Inglaterra (zona sul), Rafael Fanchin, disse já ter feito encomenda para o recebimento de novo lote de combustíveis com o preço reajustado. ‘‘Mas vamos aguardar o fim dos estoques para repassar o preço para o consumidor’’, diz.
  No centro, a gasolina mantém-se na média de preços. O álcool, porém, pode ser encontrado por até R$ 1,14. ‘‘Também estamos aguardando decisão de nosso distribuidor para decidir de quanto será o aumento’’, explica Valdinei Pereira de Souza.
  O gerente Rovaldo Pereira de Oliveira, de um posto na Avenida Saul Elkind (zona norte) afirmou que o anúncio do aumento do preço dos combustíveis não influenciou o movimento do consumidor, ao contrário do que aconteceu em postos da zona sul, onde alguns gerentes chegaram a registrar aumento de até 20% nas vendas. ‘‘Provavelmente esse aumento foi provocado por promoções realizadas no final de semana. Eu mesmo vi alguns postos do centro vendendo gasolina com preços inferiores a R$ 1,90’’, conta Oliveira.
  Alheio à negociação entre revendas e distribuidoras, o consumidor mostra-se revoltado com os preços praticados em Londrina. ‘‘É muita falta de respeito. vou até aproveitar para encher o tanque o quanto antes, para não pegar o aumento’’, disse o prestador de serviços gerais Joel Oliveira da Silva. ‘‘É um absurdo. Em Maringá, cidade com porte semelhante ao de Londrina, pode-se encontrar gasolina por até R$ 1,69. E o pior são os aumentos sucessivos’’, desabafa o empresário Leonel Balan.

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