Reajuste de energia elétrica preocupa equipe econômica
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
A maior preocupação do governo em relação aos índices de inflação em 2001 está concentrada no setor de energia elétrica. Neste ano, as distribuidoras, principalmente da região Centro-Sul, serão compensadas pelo subsídio que fornecem às termoelétricas da região Norte para a compra de óleo diesel. Essa compensação, que também abrange a compra de energia de hidrelétricas que tem preços mais altos, fará com que os porcentuais de reajuste dessas tarifas sejam maiores do que o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) anual de 9%, ao qual os contratos estão indexados. A maioria dos reajustes dos contratos é concedida nos meses de julho e agosto.
Segundo o secretário de acompanhamento econômico, Cláudio Considera, mesmo com a possibilidade de haver picos de inflação em meados do ano será possível cumprir a meta de inflação para 2001, estabelecidas em 4% no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Neste ano poderemos ter a redução do preço do petróleo a nosso favor, lembrou. Na contramão do que aconteceu no ano passado, a tendência de queda na cotação do petróleo no mercado externo pode acabar contrabalançando, de maneira positiva, os efeitos na inflação dos reajustes das tarifas administradas pelo governo.
O impacto positivo nos índices de inflação por causa da queda nos preços do petróleo só não será maior porque o governo pretende acabar totalmente com os subsídios concedidos ao diesel e, parcialmente, com os do gás de cozinha.


