Reajuste das tarifas de energia deve ser de 8,5%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De São Paulo 
O reajuste extraordinário das tarifas de energia, decorrente dos prejuízos do racionamento do consumo, está calculado em aproximadamente 8,5%, sendo 5,5% para as distribuidoras e 3% para as geradoras, durante três anos. Ao contrário do que se imaginava, o aumento para a recomposição das perdas das geradoras ocorrerá apenas na conta de luz do consumidor.
O preço da energia (tarifa de geração) cobrado das distribuidoras vai continuar inalterado, explica o presidente da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Geração de Energia Elétrica (Abrage), Flávio Neiva: ''As concessionárias cobram dos consumidores e, em seguida, repassam para as geradoras.''
A esperança dos agentes do setor é de que o anúncio oficial da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) saia ainda esta semana para que as empresas possam fechar suas projeções. Mas antes o governo terá de encontrar um caminho para solucionar as perdas do mês de maio, cujo racionamento estava em vigor apenas em alguns setores da economia. O que o Estado discute é se adota a mesma regra do período de racionamento ou não. O problema estará em pauta novamente esta semana.
As demais reivindicações das geradoras já foram resolvidas na semana passada, como o Anexo 5 e o Acordo de Recompra. O custo da energia das novas usinas que não possuem contratos de venda também foi fechado. As geradoras pagarão 70% do Valor Normativo (VN) estipulado pela Aneel. O restante será financiado pelo BNDES.
Além do reajuste referente ao racionamento, as distribuidoras reivindicam o repasse, para a tarifa, dos prejuízos passados referente à Parcela A (custos que fogem ao controle da empresa, como a variação cambial da energia de Itaipu vendida em dólar).


