Reações de produtores e governadores
Brasília - Os governadores e os produtores rurais devem se somar à oposição na reação contra os vetos presidenciais à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Em agosto, quando a LDO foi votada no Congresso, a bancada ruralista incluiu no texto um dispositivo que permitia a renegociação dos débitos dos produtores em 2006, num total de R$ 20 bilhões. Os parlamentares ligados ao campo também incluíram item que previa recursos para a subvenção do seguro rural e para apoiar a comercialização da safra, todos vetados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
''O veto indica que o governo ignora a crise pela qual passa o setor rural. O recado é claro: não haverá qualquer tipo de inovação no ano que vem. É muito ruim'', diz o assessor do departamento econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luciano Carvalho.
No caso dos Estados, há uma dupla queixa: contra a falta de programação orçamentária para o ressarcimento das perdas que os Estados e municípios sofrem com a desoneração das exportações determinada pela chamada Lei Kandir e com o veto ao artigo da LDO que permitiria aos parlamentares corrigir essa lacuna, separando uma parte dos recursos que encontrassem durante a reestimativa das receitas.





