Com a reação da economia em 2018, o setor percebe um movimento de renovação de contratos para feiras em 2018 e 2019, conta Armando Mello, da Ubrafe. Por isso, o número de feiras para este ano pode ainda sofrer ajustes, mas com nenhum resultado muito significativo. "Em 2018 tem uma 'tragédia' para nós, que é o futebol (Copa do Mundo). Ninguém quer fazer feira em dias de jogo", comenta Mello. Segundo ele, poderá haver cerca de 10% mais feiras que ainda estão se acomodando no calendário. A expectativa é que, ano a ano, a situação melhore e que o setor de feiras de negócios retome os níveis anteriores entre 2019 e 2020.

A opinião é compartilhada por Monica Araújo, diretora geral da Messe Muenchen do Brasil. A análise que a empresa alemã fez quando veio ao Brasil no ano passado, era de que deveria estar no País em 2017, operar em 2018 e crescer em 2019, conta Monica. A companhia opera grandes feiras do setor de infraestrutura, como a M&T Expo, e a Fenasan, do setor de saneamento.

Em 2018, na sua opinião, não há perspectiva de grandes lançamentos, e o crescimento deverá acontecer apenas em 2019. "O que vemos é que este ano vai ser estável, o que é muito bom, porque em 2014 e 2015 houve diminuição." A diretora conta que, com orçamento menor, as empresas estão investindo na participação em apenas um ou dois eventos anuais. "Só 30% do custo do expositor é com o organizador, que é para comprar espaço, patrocínio ou merchandising. O restante é com montagem de estande, campanha de marketing, hotel, catering. Custa caro, então elas estão procurando focar mais."

O mesmo diz Marco Basso, presidente do Grupo Informa. Na visão do presidente, os eventos regionais é que sofrerão mais os efeitos da crise político-econômica. "Em um momento de cenário recessivo, as empresas têm que reduzir a participação em eventos e, via de regra, elas procuram participar de um ou dois eventos de representatividade nacional." O Grupo, que realiza 23 feiras anuais, cancelou duas nas áreas de alimentação e de franquias na Região Nordeste. Este ano, os eventos também não devem acontecer.

Para 2018, entretanto, ele vê um cenário de recuperação. Com o cenário político e econômico mais estável, Basso diz acreditar em uma movimentação maior e uma retomada do crescimento do setor este ano depois de três anos de crise política e econômica. A estabilização da economia como um todo, assim como do setor, no entanto, deverá acontecer somente em 2019.(M.F.C.)

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