Rio de Janeiro - Na toada da melhora da economia, os empresários já retomam, aos poucos, o otimismo e os investimentos em suas linhas de produção, em suas frotas de veículos, em instalações e em outros empreendimentos, mostram os dados do PIB. Segundo o IBGE, os investimentos produtivos cresceram 6,5% do segundo para o terceiro trimestre deste ano nos cálculos livres de influências sazonais. Foram o principal destaque positivo do PIB, graças ao avanço da produção doméstica de máquinas e equipamentos - já que as importações desses bens ainda estão lentas.
''Essa é, sem dúvida, a melhor notícia do PIB'', diz Sérgio Vale, economista da MB Associados. É boa, diz, porque sinaliza que daqui em diante a recuperação da economia tende a se acelerar e a ganhar corpo com os investimentos em curso em aumento de capacidade instalada de produção, o que afasta também o risco de escassez de produtos e de consequente inflação. Apesar da melhora recente, os investimentos na economia do país sentem ainda o baque da crise e nem de longe repetem o bom desempenho visto antes de setembro de 2008, quando a turbulência financeira se instalou com força.
Ante o terceiro trimestre de 2008, os investimentos caíram 12,5%. Como proporção do PIB, corresponderam a 17,7% no terceiro trimestre deste ano, a menor taxa de investimento desde igual período de 2006. Para Vale, o país tem condições, porém, de sustentar níveis mais altos nos próximos anos, e o crescimento agora já sinaliza tal tendência.

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