Ratos provocam prejuízo em navio iraniano no Porto de Paranaguá
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O aparecimento de ratos em um navio de bandeira iraniana, atracado no Porto de Paranaguá por mais de um mês, causou prejuízos acima do esperado. O episódio teria sido isolado e não há provas que as ratazanas sejam paranaenses, mas foi o bastante para criar uma polêmica internacional, avaliou ontem o presidente do Sindicato das Agências Marítimas de Paranaguá, Vitor Simões.
O navio Darya Radhe teria atracado no Porto de Paranaguá na virada de 2003 para 2004. Conforme levantamento da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), o navio atracou no dia 20 de janeiro, carregou soja e milho em grão, e desatracou no dia 27 de janeiro. Mas foi embora somente no dia 19 de fevereiro. Nesse período teria ficado na Baía de Paranaguá para estabelecer um destino, já que por força da incidência de ratos em seu interior vinha sendo rejeitado nos portos anteriormente programados.
A Appa argumenta que não tem nada a ver com o caso e que promove a limpeza e desratização de suas dependências mensalmente. É que de acordo com Vitor Simões, o armador seria de nacionalidade turca e teria pago entre US$ 45 mil a US$ 50 mil dólares por dia de aluguel. ''É muito dinheiro para ficar mais de um mês parado'', admitiu.
Segundo o diretor técnico da Appa, Ongarito Linhares, o trabalho de desratização é feito simultaneamente entre o silo público e os dez terminais privados que operam no Corredor de Exportação.
Ocorre que por coincidência ou não, houve um rompimento do contrato de limpeza e desratização antigo, que custava R$ 2,8 milhões por ano ao porto, que foi substituído por outro de R$ 840 mil. A substituição dos contratos foi feita no final do ano passado através de licitação pública, quando a direção da Appa questionou o valor elevado do contrato anterior.
Mas a empresa ganhadora da licitação foi descredenciada judicialmente logo após o início dos trabalhos porque não vinha fazendo a limpeza de acordo com as exigências do contrato. Em seu lugar uma outra empresa foi chamada.
Neste período entre substituição dos contratos, o navio Darya Radhe atracou no porto. Linhares afirmou ainda que o Porto de Paranaguá recebe em média 400 navios por ano e nunca houve episódios como esse. Simões, do Sindapar concorda que o caso foi incomum. Mas por precaução, a direção do sindicato pediu que o serviço de limpeza fosse reforçado.


