Ratinho produzirá adoçante com UEM
Lucinéia Parra
De Maringá
O apresentador de TV Carlos Roberto Massa (Ratinho) vai firmar um termo de cooperação com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) para a produção de um adoçante 100% natural a base de rebaudiosídeo, um dos princípios ativos da planta stévia. A parceria será firmada no dia 1 de outubro. Ontem, o apresentador se reuniu com a reitora da UEM, Neusa Altoé, e recebeu do professor do departamento de Farmácia e Bioquímica, Silvio Claudio da Costa, uma cópia do projeto desenvolvido por ele.
Ratinho vai investir R$ 500 mil em uma estação-piloto onde será desenvolvido um trabalho com a seleção da planta. O objetivo, diz Costa, é melhorar a qualidade e quantidade do rebaudiosídeo. A estação-piloto será montada em uma chácara que o apresentador de TV está comprando no município de Maringá. A compra da chácara, conforme os assessores de Ratinho, só depende de uma avaliação de Costa, que vai coordenar os trabalhos.
Segundo o professor da UEM, as pesquisas serão realizadas durante um ano. A expectativa é que o adoçante à base de rebaudiosídeo esteja no mercado em um ano e meio. Além do investimento inicial de R$ 500 mil, Ratinho também pretende patrocinar a industrialização do produto. Vamos adquirir a tecnologia da UEM, mas a universidade vai continuar recebendo os royalties, disse.
Ratinho lembrou da época em que morava em Jandaia do Sul e da descoberta do steviosídeo, princípio ativo da Stévia como um educorante 100% natural. A descoberta, no início da década de 80, projetou a UEM em todo País e internacionalmente, mas a comercialização do produto foi frustada devido o gosto amargo do steviosídeo. Agora espero que a gente não venha criar uma falsa expectativa. Estamos entrando nesse projeto apoiando a pesquisa e vamos até o final, afirmou Ratinho.
O rebaudiosídeo é 400 vezes mais doce que o açúcar e não deixa o gosto amargo característico do steviosídeo. O grande desafio dos pesquisadores, entretanto, será aumentar a sua quantidade na planta. Pelas pesquisas feitas com a stévia, ficou confirmado que o steviosídeo responde por 85% dos princípios ativos da planta. Acreditamos que será possível aumentar a quantidade de rebaudiosídeo a partir do melhoramento genético, diz Costa.
O investimento total para a industrialização do produto não foi revelado ontem pelo professor e nem pelo apresentador de TV. A única pista é que o adoçante será fabricado pela empresa IN Natura, que já produz um adoçante 50% natural, a base de steviosídeo, ciclamato de sódio e sacarina.





