O sistema que permitirá identificar o rebanho bovino desde a sua origem até a entrada no frigorífico poderá começar a ser implementado a partir de janeiro próximo. O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, irá receber, na próxima semana, a proposta que irá definir o Sistema Brasileiro de Cadastro e Identificação de Animais a ser implementado no País. A implantação desse sistema já vinha sendo pedida há anos pela União Européia, mas ficou ainda mais urgente depois da crise com o Canadá, por conta das suspeitas de contaminação do rebanho brasileiro pelo mal da Vaca Louca.

A proposta foi elaborada por um grupo criado pelo próprio Ministério, com a participação de representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec). O sistema compreende uma base de dados informatizada, controle de identificação dos animais cadastrados e registro dos animais cadastrados.

O secretário de Defesa Agropecuária, Luiz Carlos de Oliveira, informou ontem que, a princípio, a participação dos criadores do programa será voluntária, sendo que o proprietário irá escolher o mecanismo para identificar o seu rebanho, conforme o modelo disponível no mercado (chip, brinco, ou marca). Após a aprovação do projeto pelo ministro, o Ministério da Agricultura irá receber a inscrição das entidades de classe interessadas em atuar como certificadoras do novo sistema.

Essas entidades irão identificar e registrar os animais das propriedades que optaram por participar do projeto e que se registraram junto ao Ministério. O documento de identificação dos animais deverá conter informações referentes a propriedade de origem, data de nascimento, sistema de criação e alimentação, registro de movimentação dos animais quando estes forem vendidos. No caso de morte do animal o documento de identificação será devolvido à certificadora que o emitiu.

Todas as despesas decorrentes do processo de identificação serão cobertas pelo proprietário. A identificação dos bovinos atende a uma exigência da União Européia para continuar importando a carne bovina brasileira. Por isso, as propriedades que irão participar do programa estão localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

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