Veterinários, pecuaristas e comerciantes de carne do Paraná concluem hoje documento sobre a aplicação da reatreabilidade
Curitiba - Pecuaristas, veterinários, zootecnistas, técnicos e comerciantes do setor da pecuária estão discutindo, em Curitiba, como será feita a rastreabilidade do gado de corte no Paraná. O encontro, de dois dias que se encerra hoje, reuniu cerca de 500 profissionais interessados como vai ocorrer os serviços de rastreabilidade e certificação de origem, que serão exigidos pelo Ministéiro da Agricultura. O encontro foi promovido pela Cooperativa de Médicos Veterinários do Paraná (Unimev).
Inicialmente, a rastreabidade do gado será um requisito exigido para as exportações. Em seguida, esse procedimento será estendido também para a venda de carne no mercado interno. A União Européia já informou que a partir de junho desse ano, só vai comprar carnes de países em condições de oferecer condições de rastreabilidade do animal que deu origem ao produto que está sendo comprado. Até o final do ano que vem, outros países deverão fazer a mesma exigência.
O Ministério da Agricultura ainda não divulgou as regras como deverão ser executados os serviços de rastreabilidade. Mas os profissionais devem se organizar desde já para sugerir como esse serviço pode ser feito, disse Wallaston Vianna, diretor da Unimev. Ele disse que a cooperativa está aceitando o cadastramento de técnicos interessados em desempenhar esses serviços junto aos pecuaristas e frigoríficos espalhados pelo Interior.
Vianna defendeu que as pequenas e médias empresas da área de alimentos tornem rotineiro o sistema de certificação de qualidade em todas as fases da produção. ‘‘Com isso estará agregando valor ao seu produto’’, disse o profissional.
A Unimev estima que 80 mil pessoas no Paraná já comem carne inspecionada pelos profissionais da cooperativa. No ano passado, forma treinados 220 médicos veterinários. Ele defende que a identificação dos animais seja feita através de brincos e também com uma numeração dos animais, para o serviço não ficar muito caro para o pecuarista.
O diretor do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec) e ex-secretário da Agricultura, Antonio Leonel Poloni, disse que o Fundepec vai fazer um amplo trabalho junto aos pecuaristas para conscientiza-los da necessidade de adotar a rastreabilidade, como mecanismo de agregar valor à produção.
Ele classificou o serviço como um conceito que precisa ser disseminado entre os pecuaristas, à exempo do já foi feito com o conceito sobre a sanidade pecuária. ‘‘Eles só vão se convencer que a rastreabilidade é necessária a partir do momento que o mercado exigir essa qualidade no produto que consome’’, disse.

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