Arquivo FolhaA número 1VW confirmou no ano passado o desempenho de 96: com faturamento de US$ 8,3 bi, é líder nesse critérioAs três primeiras empresas privadas do Brasil por faturamento no ano passado - segundo o ranking do anuário Melhores e Maiores divulgado ontem - são as mesmas do ano anterior: Volkswagen, com US$ 8,3 bilhões, General Motors, com US$ 7,6 bilhões e Fiat Automóveis, com US$ 7,4 bilhões. Mas a avaliação das melhores empresas, classificadas por setor de atuação, só traz duas coincidências entre a maior e a melhor de cada área: Nestlé, no setor de alimentos, e Brahma na área de bebidas. A Brahma teve também o maior lucro do setor privado. Nos outros 19 setores, a melhor empresa foi diferente da maior na classificação por faturamento.
Os consultores que elaboram o ranking introduziram algumas modificações na forma de cálculo da melhor empresa este ano. Além da liderança de mercado, rentabilidade do patrimônio líquido, crescimento de vendas e liquidez corrente, o cálculo também levou em conta o investimento no imobilizado (modernização, máquinas e equipamentos) e o valor adicionado (quanto a empresa cria de riqueza).
O valor adicionado era opcional e foi fornecido por metade das 2,5 mil empresas que receberam o questionário para participar do ranking. O cálculo do valor adicionado exclui do faturamento tudo que a empresa compra de terceiros e considera apenas o que a empresa agrega de riqueza à economia, eliminando os valores sobrepostos.
O valor adicionado inclui os gastos com funcionários, governo (impostos), pagamento de juros, aluguéis e o lucro. ‘‘Quando todas as empresas fizerem essa conta, vai ser possível calcular com maior precisão o PIB nacional e a participação de cada empresa’’, diz o consultor Ariovaldo dos Santos.
Eliminando a sobreposição de faturamento, o ranking por valor adicionado é bem diferente da classificação por vendas. As primeiras empresas são a Petrobrás, com US$ 15,4 bilhões, a Souza Cruz, com US$ 4,4 bilhões, e a Cesp, com US$ 3,8 bilhões. ‘‘A classificação por valor adicionado vai atribuir um novo valor às empresas e valorizar mais não exatamente as maiores, mas as que criam mais riquezas para o País’’, diz Santos.

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