Ranking apenas mede perspectivas
Genebra - Apesar de elaborarem o ranking, os autores do estudo alertam que a posição de cada país na classificação não significa que essas serão as economias que mais receberão recursos em termos absolutos. O ranking, portanto, mede as perspectivas de oportunidades de investimentos. Mas, no caso de Brasil e China, a Unctad não descarta a possibilidade de que os volumes de capital podem ser ''substantivos''.
No Brasil, Sauvant acredita que os investimentos podem ocorrer em recursos naturais, serviços e em manufatura. ''Com a desvalorização do real, ficou muito atrativo para empresas se instalarem no Brasil para exportar'', afirmou. Na América Latina, 40% dos novos investimentos seriam feitos em novas unidades, contra 27% em aquisições.
Enquanto o Brasil faz parte da lista dos locais preferidos pelas empresas, outros dois estudos realizados nos últimos meses pela própria Unctad com especialistas de bancos e de instituições financeiras nem sequer colocavam o País como um dos dez principais destinos de capital até 2005. Na avaliação dos técnicos, a falta de medidas para atrair capitais produtivos e o fim das privatizações seriam fatores que não tornariam o País atrativo. (J.C./AE)





