Randon cresceu 14% em 2011
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Nelson Bortolin <br> <br> Reportagem local 
Caxias do Sul - Fabricante de implementos rodoferroviários e autopeças, o Grupo Randon cresceu 14% no ano passado, tendo atingido uma receita bruta de R$ 6,38 bilhões. O crescimento acumulado nos últimos cinco anos foi de 82%. Os números foram divulgados à imprensa na última terça-feira, na sede da empresa, em Caxias do Sul (RS).
Com 62 anos, a Randon emprega hoje 12.383 funcionários, sendo que 938 postos de trabalho foram gerados somente no ano passado. A empresa, que abriu seu capital no início da década de 1970, é considerada a 4 maior fabricante de implementos do mundo e domina aproximadamente um terço do mercado brasileiro de reboques e semirreboques.
O diretor Corporativo e de Relações com os Investidores do grupo, Astor Schmitt, contou que 2011 começou em clima de apreensão em virtude da crise europeia e do câmbio valorizado no Brasil. ''Mas tivemos surpresas em muitos aspectos. O clima de apreensão acabou se convertendo em alegria'', disse.
Um dos motivos desta alegria foram as exportações, que cresceram 22%, de R$ 250 milhões para R$ 294 milhões. Dos produtos exportados pela Randon no ano passado, 45% foram para o Mercosul, 28% para Estados Unidos, Canadá e México, 11% para a África, 7% para demais países da América do Sul e Central e 3% para a Europa.
Nos Estados Unidos pós-crise, o grupo deposita parte do otimismo para 2012. ''O mercado americano de implementos rodoviários deve crescer entre 12% e 15% neste ano'', contou.
Apesar das surpresas de 2011 e da aposta no mercado norte-americano, a previsão para este ano é de uma receita bruta estimada um pouco abaixo da de 2011: R$ 6,1 bilhões. ''O cenário aponta para isso. Tudo indica que o PIB brasileiro deve ser comparável ao deste ano e o mercado interno de caminhões deverá recuar uns 10% conforme dizem os fabricantes (Anfavea)'', justificou.
Ações em baixa
Mesmo com tantos números favoráveis, as ações do grupo despencaram 30,7% no ano passado. Segundo o diretor, os temores ''infundados ou não'' quanto à crise europeia foram a principal justificativa. ''Mas já recuperamos 25% desta perda no início deste ano devido à melhora do clima no mercado'', ressalta.
No balanço social da empresa, Astor Schmitt revelou que o valor adicionado do grupo referente a 2011 foi de R$ 1,7 bilhão, sendo que os empregados ficaram com 36% desta riqueza e o governo com 28% por meio dos impostos, algo em torno de R$ 500 milhões. ''A participação dos impostos no grupo cresce 1,5% ao ano. É uma situação muito preocupante'', reclamou.
Os lucros retidos representaram 10,6% do valor adicionado da Randon, a participação dos acionistas minoritários, 6,5%, e os dividendos, 5,1%. Aos financiadores, coube 12,1% do bolo.
* O repórter viajou a Caxias do Sul a convite da Randon



