Ramos chama cliente pelo
nome e não cobra centavos
Na batalha para não perder a clientela para as grandes redes, o dono do supermercado Dois Ramos, Nereu Ramos, tem uma estratégia simples: ‘‘aqui a gente conhece os clientes pelo nome e até deixamos de cobrar 10 centavos aqui, 50 centavos ali’’, conta o dono da loja. Ele tem o mercado instalado no bairro do Boqueirão, há quatro anos. Neste período conseguiu aumentar o tamanho da loja e hoje emprega outros cinco funcionários.
‘‘No grande não tem choro. Se não der o dinheiro certinho não leva a mercadoria’’, ressalta Ramos. Ele admite que tem perdido clientela para as super redes, fator que considera normal, visto que ele não pode fazer fortes campanhas de mídia nem compete em ofertas.
Para ter bom preço, o comerciante conta que foi necessário reduzir as margens de lucro. Ele comenta que os pequenos trabalham com uma margem que não ultrapassa os 15%, enquanto os grandes podem tirar um lucro de até 45%.
O dono do supermercado Girassol, Gilmar Nichetti, diz que uma das alternativas para ganhar competitividade é se unir em cooperativas. ‘‘Se nos reunirmos para comprármos dos atacadistas, nós vamos conseguir melhores preços’’, afirma. Para chamar mais clientes do bairro da Barreirinha, onde o mercado está instalado, o dono do Girassol conta como trata os consumidores: ‘‘Aqui é bom dia dona Maria e boa tarde seo João’’. (C.M.)

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