Rally da Safra aponta quebra de 30% na soja
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quarta-feira, 22 de março de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Curitiba O Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) reuniu ontem 43 presidentes de cooperativas agropecuárias do Estado para o evento ''Fórum dos Presidentes das Cooperativas Agropecuárias''. O objetivo do evento foi discutir a crise que o setor vem enfrentando e os encaminhamentos que devem ser tomados pela entidade a partir de agora.
Durante o encontro, o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, relatou algumas medidas que já foram anunciadas pelo governo federal, mas que não resolvem o cerne da questão que é a descapitalização, endividamento e a taxa cambial. Ele defende a ampliação da pressão para viabilizar as propostas que já estão em poder do governo.
Entre os principais problemas enfrentados pelo agronegócio estão a perda da safra, a defasagem cambial, os preços baixos dos produtos agrícolas, os altos custos de produção e o crédito escasso e caro.
O sócio-fundador do banco Cindam, Nathan Blanche, da Tendências Consultoria, participou da reunião. Ele disse que o câmbio não é culpado pela situação difícil vivida pela economia. ''O Brasil tem problemas internos, problemas sérios, o setor está atravessando um momento difícil, mas não se pode pensar que o Brasil vai corrigir isso via taxa de câmbio'', afirmou.
Para ele, não adianta os produtores rurais ficarem reclamando do câmbio. Ele recomenda que eles ''façam a lição de casa'' estando atentos a custeio e tributação. Ele avalia que o impacto do custo do diesel foi o mais alto. Este combustível subiu 300%.


