Raimundo trocou a obra pela vida de ambulante
Raimundo trocou a obra
pela vida de ambulante
Descontente com o alto custo de vida de São Paulo, o pedreiro José Raimundo de Lima abandonou a profissão e a capital paulista e veio para Curitiba engrossar as estatísticas da informalidade. Agora ele é mais um entre os 182 vendedores ambulantes cadastrados pela prefeitura que trabalham no centro da cidade. Ao todo são 1.907 ambulantes.
Casado e sem filhos, Raimundo arrendou há 3 meses uma barraca na esquina da Rua João Negrão com a Avenida Marechal Floriano. Ali vende mochilas, óculos de sol e uma infinidade de produtos trazidos do Paraguai.
Como pedreiro desde 1986, conta Raimundo, ganhava em média R$ 1,2 mil e em meses de muito trabalho chegou a receber R$ 1,5 mil. Só que viver em São Paulo era muito caro. Só de aluguel eu pagava R$ 360,00 e como minha mulher, que era empregada doméstica, ficou desempregada, estava difícil continuar por lá, justifica. A rescisão de contrato rendeu a Raimundo dinheiro suficiente para comprar uma pequena casa no município de Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba). De lá ele sai diariamente antes das 7 horas para permanecer até as 19 horas na rua. São 60 quilômetros que ele percorre todos os dias. Raimundo ainda não calculou quanto já ganhou desde que começou a vida de ambulante. Tímido, garante estar satisfeito trabalhando na economia informal.(R.B.N.)





