Brasília - O racionamento de energia acaba no dia 1º de março, após nove meses de restrições no consumo, mas os consumidores residenciais que economizaram acima da sua meta continuarão recebendo bônus nas contas de luz que chegarem até o final do mês que vem.
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que tomou a decisão ‘‘para evitar uma mudança brusca no orçamento doméstico das populações mais pobres’’.
O ‘‘ministério do apagão’’ também deverá desenvolver um método para que consumidores de baixa tenham incentivo permanente à redução de consumo obtida com o racionamento iniciado em junho do ano passado.
Como não haverá mais cobrança de sobretaxa, o Tesouro Nacional bancará o bônus pago em março. Desde o início do racionamento, o governo já gastou R$ 237 milhões em pagamento de bônus, e a projeção divulgada hoje indica que podem ser gastos mais R$ 168 milhões.
As empresas, no entanto, já pediram à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) R$ 201 milhões para pagamento de bônus.
Recebem bônus os consumidores com meta de consumo inferior a 225 kWh/mês e que economizaram mais do que a meta. Para quem economizou e gastou menos do que 100 kWh/mês, o bônus é de R$ 2 para cada R$ 1. Para que tem meta menor do que 225 kWh/mês, o bônus é de R$ 1 para cada R$ 1 economizado.
Nos nove meses do racionamento, foi possível economizar 26.000.000 MWh, o equivalente ao consumo anual de 7,2 milhões de residenciais que gastam em média de 300 kWh por mês. No início do racionamento, o consumo caiu aos níveis de 1994.
A meta inicial do racionamento - redução de 20% em relação ao consumo médio dos meses de maio, junho e julho do ano 2000- não foi alcançada. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a economia global (considerando todas as classes de consumo) foi de 15,6% e no Nordeste, de 15,7%.

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