Racionamento pode terminar este ano
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quarta-feira, 15 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
O presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), ministro Pedro Parente, afirmou ontem que o plano de racionamento pode acabar este ano. Parente ressaltou, no entanto, que a decisão somente será tomada após se conhecer os resultados do período das chuvas, que começa em novembro. O ministro admitiu que o governo não precisaria esperar o término do período chuvoso março de 2002 para decretar o fim da redução do consumo de energia elétrica.
A GCE dispõe de projeções que dão conta que, se no próximo ano as chuvas atingirem a média de 61% da precipitação histórica nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste e de 63% no Nordeste, haverá necessidade de uma economia de energia de 5% em relação à demanda prevista para 2002. No momento, segundo Parente, o governo está preocupado com o desempenho dos Estados nordestinos. Nos últimos sete dias, a redução dos gastos ficou em 19,2%, ou seja, 0,8 ponto porcentual abaixo da meta. No acumulado do mês de agosto, a economia está em 20%.
''Gostaria de fazer um apelo para que a população do Nordeste supere a meta'', alertou. ''A situação atual nos preocupa e, por este motivo, é bom lembrar à sociedade para que continue a manter o apoio ao plano de racionamento.''
A possibilidade de o governo federal encerrar o programa de racionamento tão logo tenha os resultados do volume de chuvas vem sendo levada em consideração pela GCE. Caso não chova o suficiente para recuperar completamente os níveis de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas, é provável que a GCE reduza, no próximo verão, o porcentual de redução do consumo de energia.
''Existem pedidos neste sentido'', informou um dos coordenadores da Câmara de Gestão. ''Porém, ainda não se decidiu nada porque estamos esperando a proximidade das chuvas para tomar as medidas que forem necessárias.'' O presidente da GCE participou ontem do debate sobre a crise de energia elétrica promovido pela Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio). Durante sua exposição, Parente detalhou o plano de aumento da oferta de eletricidade e as projeções de sua equipe referentes à demanda de energia para os próximos anos. ''O apagão é o último recurso que usaremos'', destacou Parente.
''Estamos preparando um plano B que, espero, vai ficar na gaveta. O balanço apresentado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nos permite afirmar que até o fim de setembro não teremos os cortes do fornecimento de luz elétrica no Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, não teremos apagões pelas próximas quatro semanas.''


