Racionamento pode iniciar em junho
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quarta-feira, 18 de abril de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
O racionamento de energia elétrica no País pode começar a partir do dia 1º de junho deste ano. A afirmação é do ministro de Minas e Energia, José Jorge, ontem, após reunião de avaliação da crise do setor elétrico nacional ocorrida na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. O ministro explicou que o plano de racionamento do governo poderá sofrer algumas alterações, ou seja, a inclusão de sugestões da população.
Até o fim deste mês, segundo o ministro, o governo federal fará avaliação dos níveis de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do País. O presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Mário Santos, informou que a expectativa é de os níveis das barragens ficarem em 34% no final de abril. Isso indica a necessidade de uma economia de 15 pontos porcentuais de energia elétrica ou aumento de oferta de eletricidade na mesma proporção.
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, decidiu incluir a palavra racionamento no seu discurso.
Ontem, na Câmara dos Deputados, Abdo explicou que 15 medidas do Plano de Redução do Consumo e aumento da Oferta de energia já foram colocados em prática. Esse plano possui 34 propostas que vão desde a campanha publicitária para reduzir os gastos com luz elétrica até a importação de energia da Argentina.
Uma das medidas vai exigir o investimento de cerca de R$ 70 milhões. Os recursos serão destinados para a compra de lâmpadas mais econômicas que serão usadas em residências dos consumidores de baixa renda. A resolução foi divulgada ontem pela agência reguladora e vai permitir uma significativa economia no consumo de eletricidade.
Outra proposta do governo é avaliar os resultados da campanha publicitária, lançada no último fim de semana pelo ministro José Jorge, para saber se a população assimilou o pedido de redução do consumo de luz elétrica. O ministro acredita que em duas semanas terá condições de avaliar essa questão.
Os níveis dos reservatórios das hidrelétricas vão ter importância no instante de decidir sobre o racionamento. O ministro explicou que até o fim deste mês o governo irá ter informações sobre as condições hidrológicas e fazer uma projeção sobre o desempenho no período de escassez de chuvas.
O que fica pronto no final de abril é a avaliação das chuvas, disse o ministro. José Jorge enfatizou que durante o mês de maio será feita a avaliação de colocar um plano de racionalização mais amplo ou se adotará as medidas por etapas.


