O governo vai esperar até o fim de junho antes de tomar qualquer medida para alterar o racionamento, apesar de as metas de 20% de economia não terem sido atingidas ainda nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O nível dos reservatórios das hidrelétricas também caiu entre o dia 1º e 17 de junho: 0,79 ponto porcentual no Sudeste e Centro-Oeste (de 29,68% para 28,89%) e 1,56 ponto porcentual no Nordeste (de 27,29% para 25,73%).
‘‘A situação está dentro do previsto até agora. Somente no fim do mês é que vamos avaliar quais medidas poderão ser tomadas no futuro’’, disse o ministro de Minas e Energia, José Jorge. ‘‘Acredito que até o fim do mês as metas serão atingidas.’’
O ministro avaliou que a redução efetiva no consumo, de 19% no Nordeste e de 18,1% no Sudeste e Centro-Oeste, está bem próxima da meta estabelecida (de 20%). ‘‘Acho que agora está todo mundo lutando para economizar energia, mas são metas muito fortes que exigem uma adaptação, principalmente nos setores industrial, comercial e de serviços. O segmento residencial está atingindo sua meta, até com folga, e acho que os outros setores pouco a pouco também chegarão a isso’’, declarou.
José Jorge também informou que até o fim deste mês o governo vai passar a dispor de relatórios mais detalhados sobre o consumo de energia. ‘‘A idéia é de que no final do mês nós tenhamos detalhamentos por distribuidoras e por setores para que a gente possa verificar efetivamente o que aconteceu no mês de junho’’, declarou.
Chuvas Apesar das recentes chuvas em São Paulo e no Rio de Janeiro, dificilmente irá melhorar no curto prazo a escassez de água nas cabeceiras dos principais rios que abastecem o sistema hidrelétrico da região Sudeste.
De acordo com previsão do hidrólogo do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Javier Tomasella, mesmo que chova na região das nascentes do Rio São Francisco e do Rio Grande, em Minas Gerais, o volume de água ‘‘não será suficiente’’ para reverter a forte seca na região. ‘‘O solo está tão seco que essas chuvas, esporádicas, dificilmente vão melhorar os reservatórios. Vão ser rapidamente absorvidas pelo solo seco’’, explicou Tomasella.

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