O ministro de Minas e Energia, José Jorge, afirmou ontem à noite que, se dentro de dois a três meses o ‘‘Plano de Redução de Consumo e Aumento da Oferta’’ de energia elétrica não alcançar os resultados desejados, o governo federal vai decretar o racionamento de eletricidade no País. A proposta foi fechada após reuniões ocorridas nas duas últimas semanas e consiste em uma campanha para que a população diminua os gastos com luz elétrica. Além disto, busca ampliar a geração por meio de usinas hidrelétricas e térmicas.
Para o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, ao contrário do ministro José Jorge, o racionamento poderá ser adotado no fim de maio se os resultados pretendidos com a proposta não forem satisfatórios. Muitas destas propostas não entrarão em vigor imediatamente, como por exemplo, a utilização plena da Usina Henry Borden, em São Paulo.
‘‘Todas as medidas vão ser implantadas para evitar o racionamento’’, disse o ministro. Na prática, o plano do governo é encarado como uma preparação para o corte no fornecimento de energia. Abdo informou que os níveis dos reservatórios das usinas situadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste chegarão ao fim deste mês com 35% a 37% de água. Isso corresponde a 13 pontos porcentuais abaixo do pretendido.
O programa de racionalização de energia elétrica não deve causar grandes impactos no balanço da Copel, conforme garantiu ontem o presidente da companhia e secretário de Fazenda do Paraná, Ingo Hubert. O programa de racionalização da empresa está implementado há cinco anos e, portanto, já temos experiência nesse segmento’’, afirmou, referindo-se à participação da Copel no Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

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