Racionamento de energia derruba ações na bolsa
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sexta-feira, 18 de maio de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O mercado ainda está digerindo as medidas de racionamento de energia anunciadas ontem pelo governo. Mas um ponto é consensual: o programa veio mais duro do que se esperava. De toda forma, melhor rigidez do que apagão-já. A Bovespa fechou em alta de 0,62%, com volume financeiro de R$ 546 milhões. O índice futuro para junho subiu 0,13%, para 14.850 pontos.
Previsivelmente, as ações do setor elétrico continuaram a levar uma surra dos investidores. As perdas se acentuaram com a informação de que consumidores com contas acima de 100 kWh/mês também serão obrigados a economizar 20% de energia. Das oito maiores quedas do índice, quatro foram de elétricas, a saber: Cesp PN (-3,98%), Light ON (-2,93%), Cemig ON (-2,50%) e Eletropaulo PN (-2,42%). As altas ficaram com o setor de telefonia celular.
Acoe
Juros As projeções de juros futuros subiram mais um pouco ontem, dando base para quem acredita que o Copom poderá promover uma nova elevação na taxa Selic na sua reunião da próxima semana. O mercado refaz suas contas sobre os índices de inflação para este ano e chega à conclusão que as taxas de inflação devem ficar dentro da meta do IPCA para este ano, entre 2% e 6%, mas mais próximos da banda de cima.
Hoje, por exemplo, a Fipe elevou sua previsão de inflação para o ano de 4% para 5%. Foram considerados nessa revisão um impacto de 0,4 ponto porcentual da sobretaxa sobre as contas de energia, um eventual aumento de 12% a 15% no preço da gasolina na revisão dos preços no mês de julho e a concentração dos aumentos de tarifas públicas, inclusive da própria energia elétrica nas distribuidoras. Pelos mesmos motivos, a Fipe também elevou a sua expectativa de inflação para o IPCA deste ano de 4% para 5%.
Câmbio O dólar comercial manteve-se em baixa ontem, pelo terceiro dia consecutivo. A moeda fechou cotada na venda a R$ 2,304, com ligeiro recuo de 0,04%, depois de ter caído até 0,74%. A desaceleração da queda ocorreu perto do encerramento dos negócios, por causa de zeragens de posições vendidas por bancos que não querem passar o fim de semana desprotegidos. Afinal, o anúncio oficial do swap da dívida argentina está previsto somente para segunda-feira.
No mercado à vista ontem, o dólar oscilou 0,74%, entre a mínima de R$ 2,288 (-0,74%) e a máxima de R$ 2,305 (estável).(Márcia Pinheiro, Mario Rocha e Silvana Rocha)


