Bovinos, equinos e ovinos estão entre os campeões em números de seguros no País. ''Mas também se faz para cabras, porcos, jumentos e búfalos, só que em menor quantidade'', avisa Joaquim Cesar Neto. De acordo com o segurador paulista, as regiões sul e sudeste são as que mais investem em seguros de animais. No topo do ranking, está a raça Nelore, em alta no País. ''Mas os seguros existem para todas as raças'', frisa Colombo.
''O investimento o produtor faz quando compra o animal. O seguro serve para preservar o patrimônio'', explica. Além de indenizações no caso de morte, alguns planos também tem reembolso para certos atendimentos veterinários, como cirurgias. E mesmo perda de fertilidade do animal. O pioneirismo brasileiro e que ainda não tem igual no mundo é o seguro para prenhez e também do produto ao pé (caso de bezerro recém-nascido que já tem seu segurinho).
Além do veterinário Gustavo Colombo, Neto tem outros profissionais igualmente qualificados pelo Brasil afora inspecionando permanentemente os segurados. ''Não é só uma questão de fiscalização. O seguro também induz tecnologia, já que os profissionais percebem, por exemplo, se a alimentação pode ser melhorada. Mas isso é passado para a seguradora, que depois passa para o produtor. Nunca de veterinário para produtor'', explica o segurador.
''É uma tranquilidade poder viajar para longe com animais segurados'', confessa o criador Francisco Jales Neto, de São José de Rio Preto. Para vir à Londrina com sete cavalos Mangalarga, Jales Neto, fez seguros especiais para viagem. ''Participo de 10 exposições por ano pelo Brasil. Sem o seguro, a gente fica aflito'', explica o criador, que possuiu 80 animais em seu haras. ''Mas só os mais valiosos são segurados'', diz. No caso, são 15 cavalos, sendo que o mais caro está avaliado em cerca de R$ 400 mil, segundo o criador.
Para o leiloeiro Paulo Horto, da Programa Leilões, os números de animais segurados que participam dos leilões organizados por sua empresa ficam entre ''10, 12% no máximo''. ''Mas a partir de 2002 tivemos um crescimento maior, sendo que no ano passado, aumentou em 50%'', completa. ''O marketing das seguradoras ainda está muito fraco porque essa modalidade ainda é muito nova'', garante o leiloeiro. (K.M.)

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