RusticidadePesquisadores usam Caracu no aprimoramento do gado para fronteiras agrícolasOs pecuaristas paranaenses e gaúchos com propriedades no Norte do Mato Grosso, Amazonas e Tocantins são os clientes em potencial para aquisição do gado Caracu. A afirmação é do pecuarista do Norte do Paraná, Edemar Roque, ao lembrar que os criadores de Caracu no Paraná vêm sendo muito assediados para ofertar material genético de qualidade. A vantagem do gado Caracu é a sua rusticidade, além de ser pouco ou nada exigente em relação a pastos, o que proporciona um custo de produção mais baixo em relação às demais raças.
Apostando nessa tendência Roque acredita que a participação do gado Caracu na 39ª Exposição Agropecuária de Londrina, que começa na próxima quinta-feira, será um sucesso. Ele está tomando por base as boas vendas ocorridas na feira de fêmeas rústicas, em Palmas, onde todo o lote de 85 novilhas foi vendido, por um preço médio de R$ 850,00. O perfil de compradores era de produtore das regiões de fronteiras agrícolas do Norte do País, Bolívia e de Uberlândia, região berço do gado zebuíno.
Para atender aos pecuaristas que querem conhecer detalhes sobre o Caracu será montado um estande especial sobre a raça, com imagens de vídeo sobre os criatórios com rebanho especializado existente nas cidades de Palmas-PR, Poços de Caldas-MG, Sinop-MT, e do Centro Nacional de Pecuária de Corte da Embrapa, em Campo Grande.
O interesse dos pecuaristas começou a se expandir desde que os principais institutos de pesquisa de gado de corte, como o Instituto de Zootecnia, de Sertãozinho, e de Gado de Corte da Embrapa, em Campo Grande, iniciaram pesquisas para desenvolver uma raça de fácil adaptação para a região do Brasil Central, tendo como base o gado Caracu.
Segundo Roque, a Embrapa está desenvolvendo uma raça especial para a região de fronteira agrícola, a partir de cruzamento com quatro raças e uma delas é a Caracu. O resultado obtido será apontado como a melhor raça indicada para cruzamento com o gado Nelore no Brasil Central. A Associação Brasileira de Criadores de Gado Caracu enviou 140 fêmeas reprodutoras para a pesquisa.

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