R$ 460 mi em livros religiosos
Coordenador do MBA de Ciências do Consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP), Mário Ernesto René Schweriner, calculou que, no ano passado, foram consumidos R$ 12 bilhões em produtos cristãos no Brasil. Ele ressalta que não há como precisar quanto se refere aos evangélicos e quanto aos católicos. "Este número (R$ 12 bilhões) é uma estimativa. Eu pesquisei dados espalhados. Muita coisa não está disponível", afirma.
Schweriner dá alguns exemplos de como chegou à estimativa. "O mercado editorial brasileiro foi de R$ 5 bilhões (no ano passado), sendo R$ 460 milhões de livros religiosos. Já o mercado fonográfico gospel movimentou R$ 370 milhões", salienta. Outra informação utilizada por ele foi de que a Expo Cristã, evento realizado em São Paulo em setembro do ano passado, movimentou R$ 100 milhões.
O coordenador ressalta a segmentação do setor. "Existem confecções voltadas só para evangélicas, que precisam de roupas apropriadas, pouco decotadas, saias longas", destaca. De acordo com ele, trata-se de um segmento que cresce 20% ao ano. Schweriner lembra ainda do turismo religioso. "Não tenho dados, mas é um negócio que movimenta valores monstruosos", declara.
O coordenador diz que o marketing dos líderes evangélicos é bem mais agressivo que o dos católicos. "São bem mais ativos, se utilizam de canais de televisão para vender produtos", afirma. Por isso, ele afirma "não ter a mínima dúvida" de que a maior parte dos R$ 12 bilhões é consumida por evangélicos.
E cita casos como o refrigerante Leão de Judá, marca criada pelo baiano Moisés Magalhães, da Igreja Universal do Reino de Deus. E o perfume "com cheiro de Jesus" da bispa Sônia Hernandez, fundadora da igreja evangélica Renascer em Cristo. Schweriner diz que seguradoras têm desenvolvidos produtos específicos para o público evangélico. "A Bradesco, por exemplo, tem plano de previdência privada destinada a pastores", declara. (N.B.)





