'R$ 2,30, seria dólar ideal'
Curitiba - Um dos setores que tem as exportações prejudicadas com o dólar baixo é o têxtil e de vestuário. O coordenador do Conselho do Vestuário da Fiep e proprietário da empresa Decelo de moda masculina, Marcelo Surek, disse que o dólar baixo prejudica o setor de duas formas. Os produtos nacionais não têm competividade para exportação e ainda entram muitas mercadorias baratas no País da China, Índia, Paquistão e Marrocos.
''O medo de desindustrialização no setor é muito grande'', disse. Segundo ele, o ideal seria o dólar na casa de R$ 2,30. Ele destacou ainda que o Custo Brasil é muito alto e não permite que os fabricantes nacionais possam competir. Além disso, o setor sofre com o problema do contrabando e, segundo ele, não há fiscalização suficiente.
''Não queremos proibir o importado, mas precisamos de uma condição de trabalho que baixe o nosso custo para sermos competitivos'', disse. Hoje, o setor têxtil e de vestuário conta com 5 mil empresas no Paraná e emprega 100 mil funcionários diretos.
O professor de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e conselheiro do Corecon, Breno Lemos, explicou que o BC faz intervenções paliativas para aumentar a liquidez no mercado. Para ele, o dólar vai cair mais ainda ao longo do ano. O lado positivo disso, segundo ele, é para quem pretende fazer viagens internacionais e compra produtos importados. ''Com isso, o salário vale mais em dólar'', lembrou.





