R$ 1,2 trilhão para infraestrutura
Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), no primeiro semestre deste ano, as vendas de máquinas cresceram 168% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o final de 2016, aproximadamente R$ 1,2 trilhão serão investidos em infraestrutura no Brasil, sendo que 68,7% deverão ser absorvidos pela área de energia. Um detalhe: o montante não inclui os recursos necessários para a exploração do petróleo na camada do pré-sal ou para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Nos próximos cinco anos haverá 9.550 obras em todo o Brasil. O País conta com 110 mil construtoras, 12 mil oficinas de manutenção e mais de 450 mil equipamentos em operação.
Atualmente, o mercado brasileiro de equipamentos de construção detém 3,5% do segmento mundial e 40% do latino americano. De acordo com Brian Nicholson, coordenador de pesquisa da Sobratema, há muito tempo o Brasil é um exportador de equipamentos de construção e a tendência é de crescimento. Segundo ele, o pico histórico de vendas foi registrado em junho deste ano, com a comercialização de 2.113 unidades/mês.
A Sobratema estima que a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 devem alavancar ainda mais o mercado de equipamentos, visto que a Copa terá investimento de US$ 2,85 bilhões em estádios, distribuídos em 12 cidades-sede, e investimento total em torno de US$ 8,65 bilhões. Já para as Olimpíadas, serão investidos US$ 11 bilhões em estádios, sistemas de transportes urbanos, entre outros itens.
Canteiro de obras
Em seu pronunciamento durante a abertura das feiras no Centro de Exposições Imigrantes - SP, o presidente da Sobratema, Afonso Mamede, revelou preocupação com a crise mundial, que definiu como ''momento de grandes incertezas''. Ele defendeu que o atual cenário exige atenção e atitudes proativas dos governantes, pois ''certamente seremos afetados''. As medidas sugeridas por Mamede são redução de custos - como corte de gastos públicos e diminuição da carga tributária - e investimento em infraestrutura, portos e aeroportos. De acordo com ele, poucas vezes o País teve uma situação tão favorável como a de hoje. ''A solução para enfrentar a crise é transformar o Brasil em um grande canteiro de obras'', afirmou. (A.V.)





