Questões agrícolas poderão ser tratadas diretamente com FHC
O Sindicato Rural e a Sociedade Rural do Paraná poderão ter oportunidade de opinar sobre a política agrícola do governo, ao mesmo tempo em que devem encaminhar diretamente ao presidente da República sugestões para formulação de planos e outras medidas para o setor. Reivindicações sobre problemas imediatos também serão encaminhados ao presidente Fernando Henrique Cardoso.
Articulações neste sentido começaram no último sábado, em Rolândia. Na oportunidade, em face de uma agenda apertada, Edison Mazei Ponti e Francisco Galli, presidentes do Sindicato Rural e Sociedade Rural, só conseguiram apresentar a proposta e conversar rapidamente com FHC. Mas, ontem, Ponti disse ter sido informado pelo deputado Luiz Carlos Hauly, que FHC encaminhou a proposta (expressa na carta que recebeu em Rolândia) a assessores recomendando que agendassem o assunto, deixando entrever que aceitou discutir a sugestão.
A idéia de propor a criação de um canal direto com o presidente decorre do descontentamento das lideranças rurais com relação à política agrícola. Há um paradoxo entre o que o presidente discursa e o que ocorre na prática: ausência de crédito, juros altos, importações com alíquotas ainda tímidas e outros gargalos. O presidente do Sindicato Rural tem apontado vários pontos contraditórios e a conclusão é de que o presidente FHC não está sendo suficientemente bem informado sobre a realidade do campo. Do contrário, não permitiria que a política econômica continuasse impondo tanto sacrifício ao setor.Divulgação/Luiz JacobsAberturaGalli e Ponti com FHC, sábado em Rolândia: indícios de sinal verde para novos contatosDa Redação





