Quem quer ser um milionário?
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sábado, 07 de setembro de 2013
Andréa Bertoldi<BR>Reportagem Local 
Curitiba - Quem nunca sonhou em ser um milionário, morar em uma casa enorme, ter um carrão na garagem, viajar o mundo inteiro e não precisar trabalhar? Por mais impossível que pareça, a cada dia, 27 brasileiros passam a fazer parte deste seleto grupo. Hoje, 165 mil pessoas no País formam esta "nata" da população.
Não existe uma fórmula, nem uma "receita de bolo" para isso. No entanto, quem já chegou lá, acredita que o mapa da mina está ligado à autoestima, objetivos claros, poupança e uma boa dose de empreendedorismo na veia.
O fundador da escola de idiomas Wizard, Carlos Wizard Martins, faz parte deste grupo e escreveu o livro "Desperte o Milionário Que Há em Você", no qual relata quais são os caminhos para chegar ao primeiro milhão e depois poder multiplicá-lo. Martins explica que a pessoa que tem o objetivo de prosperar financeiramente precisa de dois elementos fundamentais. Um deles é ter uma atividade econômica que permita ganhar em grande escala. O outro é ter clareza que uma parte da renda precisa ser separada para um fundo formador de patrimônio futuro.
A grande pergunta é: por que a maioria das pessoas não consegue se tornar um milionário? Martins defende que a riqueza começa na postura mental e emocional. "Infelizmente, boa parte da população é pobre porque tem uma autoestima muito baixa", disse. "Meus avós eram pobres, meus pais são pobres, eu nasci pobre e vou morrer pobre. Quem pensa assim, vai morrer pobre mesmo, porque já aceitou isso como se fosse uma condição permanente", destacou.
Ele afirmou que as pessoas têm uma falsa ideia que o milionário não trabalha, vive sentado em frente do mar, olhando as ondas passarem e observando a natureza. "Pelo contrário, o milionário trabalha tanto ou mais do que aquele que é assalariado", disse.
Segundo ele, grande parte das pessoas não entendeu que parte daquilo que ganha não lhe pertence e teria que ser destinado à formação do seu patrimônio e da sua riqueza futura. "Se a pessoa nunca parar para formar o patrimônio, ela nunca vai ter. Mais importante que saber ganhar o dinheiro é saber poupar", disse.
Martins defende que a maior parte das pessoas tem condições de poupar 10% da sua renda. No entanto, ele acredita que, quem tem renda familiar muito baixa, não vai ficar milionário, a menos que crie uma nova forma de rendimento complementar.
Uma das formas para aumentar o patrimônio, segundo ele, é desenvolver uma atividade simultânea ao trabalho com carteira assinada para elevar a capacidade de renda. "A pessoa pode fazer pão em casa, lavar carro, cozinhar, passar, lavar, limpar jardim, ou seja, qualquer tipo de atividade informal", sugere. Ele disse que as duas atividades devem ser levadas paralelamente até quando o trabalho complementar estiver testado, comprovado, lucrativo suficiente, com a clientela fidelizada e que gere mais receita que a atividade principal da pessoa. "Aí a pessoa precisa ter o espírito empreendedor na veia. Nem todo mundo tem", destacou.
Na opinião dele é possível tornar-se um milionário como funcionário de uma empresa. No entanto, ele acredita que é muito mais difícil porque, dos 27 brasileiros que entram para este "time" por dia, apenas 5% trabalham com carteira assinada. Isso porque uma parcela mínima das pessoas chega a altos cargos de direção.
As outras dicas dele para aumentar a renda são ter uma meta clara do valor que a pessoa quer atingir e trabalhar em equipe, porque "ninguém faz algo grande sozinho". E, por fim, ter fé em Deus, "o que traz mais confiança e organização".


