Quem plantou pode sair ganhando
Ruim para o consumidor, bom para o produtor. O aquecimento dos preços do feijão já reflete positivamente no bolso de quem plantou. De acordo com Marcelo Luders, analista de mercado da Correpar, com a falta de oferta prevista para o segundo semestre, o valor da saca de 60 quilos poderá chegar até a R$ 200. ''Quem não saiu da atividade para plantar grãos vai ter uma boa rentabilidade no decorrer do ano'', assinala. O especialista acrescenta que esse ano deverá ser bem atípico com relação aos preços do feijão.
Os valores pagos aos produtores do feijão carioca, apesar de terem sofrido uma redução em julho em comparação a junho, passando de R$ 141,17 para R$ 108,39 a saca, registrou crescimentos contínuos nos últimos seis meses. Segundo especialistas, janeiro contabilizou o valor mais baixo do semestre, fechando a R$ 98,40 a saca. Já o feijão preto contabiliza desde janeiro uma forte ascensão nos valores recebidos pelos agricultores. No primeiro mês do ano, a saca de 60 quilos era negociada juntos aos produtores a R$ 66,19. Em julho o valor passou para R$ 100,77, maior pico do semestre.
Entretanto, Luders destaca que há necessidade de aumentar a área para dar conta da demanda de mercado. Segundo ele, o governo, por meio do Ministério da Agricultura, não incentivou o plantio de feijão no País. Uma solução para amenizar esse problema, segundo a analista, é fomentar o mercado de opções e incentivar o pequeno e médio produtor. (R.M.)





