Os pecuaristas poderão ser ressarcidos do valor que estão pagando a mais pela dose de vacina contra febre aftosa. A afirmação é do médico veterinário Paulo Fadil, gerente técnico do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec-SP) ao comentar que a Sociedade Rural Brasileira entrou com pedido de ressarcimento junto à Secretaria do Direito Econômico, do ministério da Justiça.
Se o julgamento do processo for favorável aos pecuaristas, eles vão querer o retorno do dinheiro pago a mais, apesar do fim da campanha contra febre aftosa previsto para amanhã, salientou Fadil. Ele criticou os laboratórios por elevarem o preço da vacina em mais de 100% criando uma situação de instabilidade no meio rural. Esse comportamento caracteriza a formação de cartel, porque ‘‘a vacina é um produto compulsório que o pecuarista precisa comprar, sob pena de ver o esforço de combate à febre aftosa ir por água a baixo’’, justificou.
Aliás esse é o argumento que a Sociedade Rural Brasileira entrou com pedido de avaliação da formação de cartel junto aos ministérios da Agricultura e Justiça, acrescentou. Segundo Fadil, o assunto será discutido em reunião ministerial prevista para o dia 27, em Brasília. O Fundepec-SP está estimulando os pecuaristas a entrar em contato com a Secretaria Nacional do Direito Econômico, em Brasília, no fone (016) 625-7778 pedindo agilidade no julgamento do processo.

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