'Quem não toma iniciativa não se cria'
A paixão por cinema surgiu para Fábio Allon ainda quando cursava Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal do Paraná (UFPR) Desde a graduação ele passou a se interessar pela área, mas como as instituições que ofereciam o curso ficavam fora do Estado, desistiu da mudança, mas continuou estudando cinema por conta própria
Depois de formado, fez mestrado em Arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com a dissertação em arquiteturas fílmicas e em 2006 entrou no doutorado de Arquitetura na USP, com tese voltada ao cinema e audiovisual ''Sempre busquei unir a minha profissão àquilo que era a minha paixão'', conta
Quando estava no doutorado foi lançado o curso de Bacharelado em Cinema e Vídeo na Faculdade de Artes do Paraná (FAP) ''Caiu de paraquedas no meu colo'', brinca Allon integrou a turma pioneira, em 2005, e foi o primeiro aluno a se formar Seu primeiro trabalho prático fora da estrutura acadêmica foi realizado no final de 2006 e no ano seguinte começou expandir sua atuação
Atualmente ele é diretor de Arte da produtora Processo MultiArtes, de Curitiba ''No começo é mais complicado entrar no mercado, mas com o tempo os trabalhos aumentam Hoje, eles aparecem, não preciso ficar correndo atrás'', conta
A principal característica do profissional de cinema e audiovisual, segundo Allon, é a paciência ''É fundamental saber aguentar pressão, conviver em grupo e lidar com as diferenças'', ensina ''Além disso, é necessário ser proativo porque quem não toma iniciativa não se cria''
Ele avalia que a abertura da FAP movimentou o mercado de trabalho e, embora muitos já estejam inseridos, ainda há espaço, principalmente para produção de longa metragem, ''que ainda é pequena em Curitiba, por exemplo'' A demanda também é expressiva para técnicos na área produtiva (A V )





