Quem ganha até R$ 1.204 estaria isento, diz entidade
Aplicando a inflação desde 1996 pelo IGPM índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas, que é de 44,96% um trabalhador sem dependentes que ganhe um salário de R$ 5 mil, está pagando R$ 1.942,27 a mais de imposto por ano, segundo a simulação do site. É que, com a correção defendida pelos auditores, o imposto devido cairia de R$ 10.337,50 para R$ 8.395,23. Com isso, a carga tributária encolheria de 17,23% para 13,99%. Com a aplicação do IGPM, estariam isentos trabalhadores com rendimentos anuais de até R$ 15.655,68 (ou R$ 1.204,28 por mês).
Vera Malmegrin critica o índice de 28,4% sugerido na proposta do senador Paulo Hartung (PPS-ES) para a correção dos valores da tabela. O índice reflete a variação da Ufir nos últimos cinco anos. Ela defende um índice maior, condizente com a inflação do período. Esse índice de 28,4% é irreal diante dos índices de inflação no período, afirma.
O projeto de Paulo Hartung foi aprovado no Senado em dezembro passado e enviado à Câmara dos Deputados em março. Na semana que passou, a Câmara rejeitou a tramitação do projeto em regime de urgência, como queria o senador, baseada na argumentação do governo federal de que, pelo projeto, a correção valeria para este ano, mas isso seria inviável já que o prazo para entrega da declaração termina no final deste mês (dia 30).
Pelo projeto do senador, a isenção beneficiaria pessoas que ganham até R$ 1.156 por mês. A faixa de salário com a alíquota de 27,5% (a mais alta da tabela) subiria dos atuais R$ 1.800 para R$ 2.311. Quem quiser saber o quanto tem perdido pode fazer uma simulação pela Internet. O endereço é sugestivo: www.chegadeconfisco.com.br.





