Há dois anos, Ricardo Luis Seco converteu quatro carros a gasolina de sua empresa para também utilizar GNV. Nos flex, ele não mexeu. A economia, segundo o dono da Alarm System, chega a 40%. Seu carro de uso pessoal, uma S-10 a álcool, também foi convertida, mas Seco conta que, neste caso, não está usando GNV. ''Com o álcool na faixa de R$ 1,30 não compensa'', alega.
Todos os motoristas afirmam haver uma pequena perda de potência ao utilizarem o GNV. ''Quando o carro é mil, a gente sente mais'', relata Luiz Antonio Yoshimine, responsável pelo departamento operacional da Fiel Vigilância, de Londrina. A empresa tem quatro Unos e um Cross Fox 1.6 convertidos. Segundo ele, com R$ 50 de GNV no Cross Fox, é possível rodar 400 quilômetros, contra 240 quilômetros se o combustível for álcool. ''Já no Uno, a economia não é tão significativa'', relata.
O taxista londrinense João Luís Varderrama, dono de um Ford Focus a gasolina, também está satisfeito com a conversão para GNV que fez há dois anos. ''Só uso gasolina quando acaba o gás'', diz ele, queixando-se pelo fato de haver somente um posto na cidade. Para o taxista, a economia é em torno de 60%. Sobre a perda de potência, ele diz que é ''como ligar o ar condicionado num carro mil''. ''Mas, depois que pega velocidade, não tem diferença'', garante.
Dono de uma Elba, o construtor Carlos Gilberto Gomes, calcula uma economia de 30% com a conversão do veículo a gasolina. Já o comerciante Laércio Calixto da Silva diz que economiza ''uns 300 reais por mês''. ''Mas o preço em Londrina tá alto'', reclama.

mockup