Quem contar só com a sorte
pode fazer um péssimo negócio
Quem depende de financiamento para comprar um carro deve conhecer as diferenças entre consórcio e leasing. Esse último cobra encargos mais baixos que o financiamento, porque é isento de IOF. Dessa forma, será possível avaliar qual a melhor opção.
A compra de cota de consórcio só é recomendada a quem tiver certeza de que poderá retirar o carro no início do grupo, por meio de lance. Quem contar apenas com a sorte corre o risco de fazer um péssimo negócio. O último sorteado, por exemplo, terá pago antecipadamente o valor do bem e os encargos, sem condições de utilizá-lo, avalia o economista e matemático José Dutra Vieira Sobrinho.
Para quem não tem pressa de receber o carro é mais vantajoso financeiramente programar a compra depositando o valor equivalente à prestação de um consórcio na poupança ou fundo de investimento. Assim, na compra de um veículo avaliado em R$ 12.217,00, por meio do consórcio, o titular pagaria 25 mensalidades de R$ 551,52, sem seguro do bem. Na opção pelo depósito, após 25 meses e com rendimento estimado em 0,75% ao mês, o saldo acumulado na aplicação seria de R$ 15.217,00. Um valor que possibilitaria a compra do carro à vista, com sobra de R$ 3.000,00, ou cerca de 25% do preço à vista.
Por meio do leasing do Banco GM, com entrada de 20%, prazo de 24 meses e juro de 2,5% ao mês, o comprador desembolsaria entrada de R$ 2.443,40 e pagaria 24 parcelas de R$ 546,44, totalizando R$ 15.557,96, sem seguro. No consórcio, o total é de R$ 13.788,00, sem considerar eventual aumento no preço do carro no período de pagamento.
No leasing, como o banco exige o seguro, o preço do carro para o leasing passaria de R$ 12.217,00 para R$ 13.789,42, e o comprador daria entrada de R$ 2.787,80, mais 24 parcelas de R$ 616,77.

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