''Sei que ser politicamente correto no Brasil é careta. Mas me recuso a comprar produtos piratas por uma questão de princípios'', afirma o empresário Claudio Massami Missaka, que gasta cerca de R$ 300 em locação de filmes originais. Ele vai três vezes por semana à locadora e assiste em média seis títulos por semana, de gêneros variados.
Ele afirma reconhecer que a distribuição dos recursos gerados com a venda dos DVDs originais nem sempre é justa, em especial com artistas, mas não se rende à pirataria. ''Também sei que existem famílias que tiram o sustento do mercado pirata. Mas é subemprego. Então, sou totalmente contra. Você compra um DVD pirata e alimenta a indústria do crime. Sem falar que aumenta o lixo do planeta, já que você assiste em média duas, três vezes, risca e joga fora'', contextualiza o empresário.
Missaka diz que incentiva os filhos, de 8 e 13 anos, a consumirem somente produtos originais. Mas eles nem sempre seguem os conselhos do pai. ''Estou plantando a sementinha e torço para que se transformem em adultos conscientes. Quando eles aparecem em casa com DVDs piratas e acontece de o produto ser ruim eu dou risada e digo 'viu, jogou dinheiro fora''', diz. (G.M.)

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