O valor do piso regional é uma decisão política, de acordo com o secretário estadual do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Emerson Nerone, baseada em análise de fatores como PIB, aceleração da economia, capacidade de produção, preço de energia, investimento em infra-estrutura, entre outros.
As faixas do piso, que vão de R$ 427 a 437,80, são diferenciadas para atender às diversas categorias, e devem ser utilizadas como parâmetro para negociação de reajustes.
Na opinião do professor de economia, Vanderlei Sereia, no entanto, a definição desses valores deveria ser melhor estudada. ''O PIB estadual cresce, seguindo uma tendência nacional. Mas melhor teria sido considerar as variações entre os diferentes setores da economia e entre as regiões paranaenses'', completa Sereia.
Para o secretário estadual Nerone, o salário mínimo regional não representa perigo para os trabalhadores paranenses: ''Nenhum empresário vai dispensar mão-de-obra numa economia acelerada como a do Paraná'', argumenta.
Desde 2003, segundo o secretário, o Estado registrasaldo de 322.690 novos empregos formais. ''Isso demostra um crescimento da economia. Em recessão, as empresas não contratam.''
Nerone argumenta que as queixas contra o piso regional não têm fundamento. ''Esses mesmos críticos não reclamaram de outras ações do governo, como a diminuição dos impostos e a melhora das rodovias estaduais. Os protestos caberiam se o governo não estivesse investindo na melhoria da economia.''
O secretário afirma que o salário mínimo regional não é eleitoreiro. A implementação em ano eleitoral deve-se aos trâmites na Assembléia Legislativa. ''O projeto foi colocado em discussão no ano passado.''®MDNM¯ (R.N.)

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