O número de reclamações feitas por consumidores à Copel cresceu 16,4% de 2013 para 2014. Foi o sexto maior índice de aumento, entre as 25 maiores distribuidoras de energia do País, aquelas que contam com mais de um milhão de unidades consumidoras. No Brasil, a média de reclamações, entre as 63 empresas que atuam no setor, foi de 7,6%. No ano passado, a Copel teve de pagar R$ 15 milhões em indenizações aos consumidores por causa de falhas no serviço, 70% a mais que os R$ 8,8 milhões pagos em 2013. Os números foram divulgados ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Em março, a agência já havia divulgado que o índice de Duração Equivalente de Interrupção (DEC) - que mede o tempo médio que os consumidores ficam sem energia - da distribuidora paranaense foi de 14 horas. No ano anterior, havia sido de 10,63 horas (10 horas e 36 minutos). Apesar do aumento, o DEC da Copel é o 10º menor entre as grandes distribuidoras. A média de todas é 17,61 horas (17 horas e 36 minutos).
Entre as 2,040 milhões de reclamações de clientes, a maioria esmagadora (1,949 milhões) se refere à interrupção do fornecimento. Ivo Pugnaloni, diretor da Enercons, de Curitiba, diz que o aumento das queixas está relacionado diretamente com o crescimento das interrupções. Ele afirma que, embora as distribuidoras não assumam, houve racionamento de energia no País no ano passado devido à crise hídrica. "O operador nacional do sistema liga para as distribuidoras e manda desligar uma quantidade determinada de megawatts. A operadora faz rodízios entre as cidades, principalmente as menores. Os consumidores nem percebem que se trata de um racionamento", afirma.
Por meio da assessoria, a Copel disse que a "severidade do clima" no primeiro semestre do ano passado levou a um crescimento da quantidade de interrupções no Paraná. Mas alega que os motivos foram a "intensificação de descargas atmosféricas" e o maior número de quedas de galhos e de árvores sobre a rede. "Tais ocorrências se refletem nos índices que medem a duração e quantidade de desligamentos, na maior procura pelos serviços de atendimento da Copel e ainda no aumento do montante de indenizações aos consumidores pela ultrapassagem do limite estabelecido pela Aneel para a duração e frequência dos desligamentos em cada domicílio", diz a nota enviada à redação.
De acordo com a assessoria, a Copel se manteve como a distribuidora brasileira "mais efetiva na resolução de queixas e solicitações pelo segundo ano consecutivo". Apesar do aumento das reclamações feitas diretamente à distribuidora, a empresa atesta que teve, no ano passado, o menor índice de reclamações procedentes na Aneel (0,87 a cada 10 mil). "Este desempenho resulta da boa atuação de nossa área de atendimento aos clientes e dos investimentos da Copel na manutenção e melhoria do sistema de distribuição, que ultrapassaram R$ 800 milhões em 2014", afirma a nota.

Imagem ilustrativa da imagem Queixas à Copel crescem 16,4%
mockup