Queimadas destróem mais que agricultura
No Brasil, por exemplo, segundo Leila Oda, as queimadas são os principais fatores de destruição da biodiversidade e não a agricultura. A presidente da ANBio criticou o governo, principalmente uma cartilha do Ministério do Meio Ambiente que estaria transmitindo informações conflitantes e preconceituosas.
Ela também destacou que as campanhas promovidas por ONGs de desestruturação do processo de desenvolvimento tecnológico prejudicam principalmente as instituições públicas. ''O custo para regulamentar um produto é dez vezes maior que os gastos em seu desenvolvimento e pesquisa. Isto favorece as multinacionais, que têm mais condições econômicas'', explicou.
Durante o 1º Encontro de Presidentes das Comissões Internas de Biossegurança, que reuniu cerca de 200 instituições, foi formalizada uma carta que será encaminhada à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, solicitando regras claras e estabilidade nas regulamentações para o setor. Também será realizado um trabalho junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) para que o Brasil seja reconhecido como ponto-focal de biossegurança na América Latina.
''Chegou o momento de avançarmos nas discussões para que nosso País tenha condições de desenvolver todas as tecnologias possíveis, principalmente para melhorar as condições dos nossos agricultores e colocarmos à mesa alimentos mais saudáveis'', afirmou. ''Só com a popularização, só com a informação científica, sem factóides e distorções, a sociedade será capaz de decidir por esta ou aquela tecnologia, democraticamente''.
Em Porto Alegre ficou definido que o V Congresso Brasileiro de Biossegurança e o V Simpósio Latino-Americano de Produtos Transgênicos serão realizados no ano de 2007, em Belo Horizonte. (D.G.J.)





