Queda também para os bens duráveis
Para os próximos três meses, a pesquisa da Pythia Research também indica queda generalizada nas intenções de compra de bens duráveis como eletrodomésticos, móveis, televisores, computadores e até imóveis, tanto em relação à pesquisa de dezembro como na comparação com o mesmo período do ano passado.
Até mesmo dois itens que vêm batendo recordes de vendas, como telefone celular e veículos, exibem recuo nas intenções de compra para o próximo trimestre. No mês passado, 3,2% informaram que planejam comprar celular e 2,1% vão adquirir um carro novo ou usado, ante 5,8% e 4,7%, respectivamente, em igual período de 2003.
De acordo com a enquete, 46,8% dos entrevistados planejam comprar a prazo por meio de cartão de crédito, cheque pré-datado e crediário entre abril e junho, 20 pontos porcentuais abaixo da pesquisa de dezembro e 18,6 pontos menos do que o resultado de setembro do ano passado.
A pesquisa revelou, também, que os brasileiros estão mais otimistas. A parcela dos entrevistados que achava que podia perder o emprego diminuiu. Em março do ano passado, 22,3% consideravam essa possibilidade. No mês passado 17,7% dos entrevistados acreditavam que poderiam ficar desempregados.
O segundo resultado que aponta para otimismo maior é o fato de ter crescido de 9,3% em dezembro para 17,4% no mês passado a parcela de entrevistados que acredita que a sua empresa vai ampliar contratações. Por fim, o total de brasileiros que acha que a situação econômica vai melhorar nos três próximos meses teve um ligeiro aumento: passou de 32,9% em março de 2003 para 33,3% em março deste ano. Em dezembro, imbuídos pelo espírito de Natal, 36,3% dos entrevistados apostavam num futuro melhor. (Agência Estado)





