Queda nos preços de alimentos puxa desaceleração do IPCA-15
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de outubro de 2004
Adriana De Cunto<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação mensal, teve variação de 0,32% em outubro, mas ficou abaixo do resultado de 0,49% registrado em setembro. A pesquisa foi divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De janeiro a outubro, o índice acumula alta de 5,97% e nos últimos 12 meses, de 6,64%. Os preços para cálculo foram coletados no período de 14 de setembro a 13 de outubro e comparados com os preços vigentes de 13 de agosto a 13 de setembro.
Segundo o IBGE, a desaceleração do índice foi influenciada pela queda nos preços dos produtos alimentícios (de 0,42% em setembro para 0,26% em outubro). Os alimentos in natura foram os principais responsáveis pela queda: tomate (-10,49%), batata inglesa (-10,23%) e hortaliças (-8,46%).
A pesquisa, realizada nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia, mostrou que vários produtos ficaram mais baratos ou mostraram redução na taxa de crescimento de preços. É o caso do açúcar refinado, que havia pressionado o índice de setembro com 14,21% de aumento e agora teve alta bem menor, de 6,06%.
Os preços do álcool combustível também tiveram forte recuo, passando de 8,0% em setembro para 0,85% em outubro. A gasolina, com alta de 1,16% em setembro, ficou 0,67% mais barata em outubro. Mas vale lembrar que o IPCA-15 de outubro não inclui os reajustes da gasolina e do óleo diesel, que entraram em vigor somente a partir do dia 15 deste mês.
O telefone fixo foi o principal item de elevação do índice, registrando um aumento de 1,51% em setembro para 2,18% em outubro. Merecem destaque, ainda, os itens energia elétrica (de -0,03% para 0,71%) e taxa de água e esgoto (de 1,21% para 1,35%), além dos artigos de vestuário (de 0,67% para 1,00%).
Entre as regiões, o maior resultado ficou com Goiânia (1,17%) em razão do reajuste de 20% nas tarifas de energia elétrica. Curitiba (-0,02%) ficou com o menor resultado.


