Curitiba - Entre os fatores que têm influenciado negativamente a geração de empregos estão a crise internacional, a valorização do real em relação ao dólar e o aumento dos juros. A opinião é do economista do Dieese, Sandro Silva. A pesquisa do Caged mostra que, no ano, os setores que mais demitiram no Estado foram material de transporte (-2.734 vagas), material elétrico e de comunicação (-849) e a indústria metalúrgica (-1.014). Silva acredita que a queda no saldo de empregos deve diminuir a partir de agora em relação a 2013.
Para o economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Francisco José Gouveia de Castro, a queda no saldo de empregos em agosto deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado tem muito a ver com a conjuntura econômica do País. "As atividades produtivas precisam de condições favoráveis para o crescimento", disse.
Segundo ele, a perda de vagas na indústria paranaense também está relacionada à crise argentina, o que afetou as exportações do setor automotivo. Castro lembrou ainda que o Estado sofreu com a quebra de safra de verão em função da estiagem. Ele acredita em melhora do emprego no Paraná a partir de 2015 com a safra agrícola e o desempenho da agroindústria. Com isso, pode ocorrer uma maior geração de renda no interior, o que traz mais criação de empregos no comércio e em serviços, por consequência, segundo ele. O secretário de Trabalho do Paraná, Amin Hannouche, foi procurado para comentar a pesquisa, mas estava em viagem. (A.B.)

mockup