Queda no índice não diminui previsão de juro
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sexta-feira, 08 de outubro de 2004
Fabricio Vieira<br>Folhapress 
São Paulo O resultado mais fraco registrado pelo IPCA não foi o suficiente para mudar a expectativa do mercado para a próxima reunião do Copom. Isso é explicitado pelas projeções futuras de juros, que fecharam praticamente estáveis. O IPCA é o índice de preços utilizado pelo governo para monitorar a meta de inflação. Um IPCA mais fraco, como o de setembro, poderia ser um sinal para que o governo mudasse sua política monetária. Os juros básicos estão em 16,25% ao ano. O Copom se reúne entre os dias 19 e 20 para definir a nova taxa. A expectativa predominante no mercado é que os juros sejam elevados para 16,50%.
A Modal Asset afirma acreditar que virão ''índices de inflação mais desfavoráveis daqui para a frente''. ''O mercado parece ter compreendido que setembro pode ter sido um ponto fora da curva em termos de variação de preços'', diz a Modal em relatório.
No pregão de ontem da Bolsa de Mercadorias & Futuros, a taxa do contrato DI (juro interbancário) com resgate em abril de 2005, o mais negociado, fechou com taxa de 17,06%. No dia anterior, o contrato teve taxa de 17,09%. ''Os últimos índices de inflação não vão mudar a atitude do Copom, pelos menos não ainda na próxima reunião. Os juros devem subir mais 0,25 ponto percentual'', afirmou Rodrigo Boulos, economista do banco Santos.
Depois de três altas consecutivas, o dólar recuou 0,77%, para fechar a R$ 2,829. No mercado internacional, a queda nas taxas dos títulos do Tesouro norte-americano que refletiu a criação de empregos nos EUA abaixo do esperado favoreceu os papéis de emergentes. Os C-Bonds, títulos da dívida brasileira, subiram 0,94%. Com isso, o risco-país brasileiro teve queda de 3,06% e fechou a 443 pontos. O risco de outros países emergentes também caiu: o da Venezuela teve baixa de 3,5%, e o do Peru recuou 1,83%.


