Arquivo FolhaO ministro Pedro Malan: ‘‘Sairemos mais fortes ao longo de 98’’O ministro da Fazenda, Pedro Malan, reafirmou ontem que a trajetória das taxas de juros interna é declinante, e que a velocidade da queda depende de fatores externos e internos. Entre os fatores internos, citou a consistência do ajuste fiscal; a votação das reformas no Congresso Nacional, ‘‘que está indo bem’’; a resposta de prefeitos e governadores de ‘‘equacionarem seus problemas sem a ajuda de Brasília’’. O ministro participou em São Paulo da abertura 4º Encontro de Governantes das Cidades Metropolitanas, que reuniu os prefeitos das dez maiores capitais do País.
No encontro, Malan reconheceu que as medidas fiscais adotadas pelo governo impõem custos, mas lembrou que o custo seria maior se o governo tivesse a incapacidade de perceber a situação. ‘‘Sairemos mais fortes ao longo de 1998. Já superamos tantas crises no passado’’, disse.
Citando o ideograma chinês que significa, ao mesmo tempo, crise e oportunidade, Malan prosseguiu: ‘‘Vamos aumentar a aposta para que o Brasil entre no Século 21 sem inflação, com crescimento sustentado e um Estado moderno e eficiente’’.
Malan reconheceu que a atividade econômica passará por um período de ‘‘dificuldades’’ no primeiro trimestre de 98, mas deverá recuperar-se gradualmente ao longo do ano. Sobre o aumento indevido da tributação dos fundos de renda variável, o ministro reconheceu que houve ‘‘mal-entendido’’ e que o assunto está sendo reanalisado para suspender a elevação da alíquota. Em relação à substituição da TR pelo IGP-M, o ministro disse que ‘‘o governo está vendo com atenção’’ a discussão no Senado.

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