Queda não deve ser repassada à gasolina
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sexta-feira, 03 de dezembro de 2004
Nicola Pamplona<br>Agência Estado 
Rio A queda do preço do petróleo nas últimas semanas já começou a se refletir nos preços de combustíveis menos populares, como querosene de aviação e óleo combustível, mas deve demorar a chegar à gasolina e ao diesel. Na opinião de especialistas no setor, a Petrobras deve aproveitar os preços baixos, em um primeiro momento, para recuperar a margem perdida no período em que manteve os combustíveis em níveis inferiores ao mercado internacional.
A estatal não quis se pronunciar sobre o assunto, mas seus executivos já deixaram claro que a política de preços da gasolina e do diesel prevê uma equalização com o mercado internacional em prazos mais longos. Ou seja, a empresa mantém as defasagens por um período, mas depois passa um tempo com preços mais altos, como ocorreu em 2003.
''Não acredito que haja uma redução dos preços agora. Primeiro, porque ainda ficou uma pequena defasagem no diesel; e segundo, porque a empresa precisa recuperar o período em que ficou com preços mais baixos'', disse a analista do setor de petróleo do BES Securities, Mônica Araújo. A opinião é compartilihada com analistas de outros bancos de investimento e corretoras.
Em combustíveis menos populares, que acompanham mais de perto o mercado internacional de petróleo, a queda das cotações já começou a surtir efeito. O querosene de aviação, cujo reajuste é quinzenal, já caiu 13% em duas etapas. No acumulado do ano, porém, a alta do combustível continua acima dos 40%.


