Queda não alivia a
taxa para consumidor
Mais instituições financeiras poderão promover pequenos ajustes para baixo no juro cobrado do consumidor nos próximos dias, a exemplo do que vem ocorrendo desde a semana passada. O BFB, por exemplo, está reduzindo hoje o juro do cheque especial de 11,20% para 9,90% ao mês e do crédito pessoal em 12 meses de 5,75% para 4,50% ao mês. Ataxa do cartão de crédito vai recuar de 11,20% para 9,90% ao mês.
A tendência do mercado, no entanto, não é reduzir as taxas para todos os clientes, mas só para quem tem um bom histórico de crédito.
A administradora Credicard, por exemplo, voltou a cobrar na semana passada juro diferenciado no crédito rotativo dos cartões Credicard Mastercard e Visa: a taxa do rotativo, que era fixa em 11,90%, passou a oscilar entre 7,02% e 11,90%. O menor encargo, no entanto, só será repassado aos clientes considerados de baixo risco, ou seja, que tenham histórico de pontualidade em seus pagamentos. Na avaliação da empresa, não convém baixar o juro e estimular o consumo, porque há o risco de novo aumento da inadimplência.
O Bradesco também está usando desde o dia 13 juro diferenciado no crédito pessoal. A taxa, que era fixa em 5,50% ao mês, agora oscila entre 3,5% e 5% ao mês, dependendo do perfil do cliente.
Para o diretor-comercial de Pessoa Física do Banco Cacique, Wanderley Vettore, as instituições financeiras que já baixaram suas taxas só deverão promover novos cortes se o Banco Central reduzir ainda mais a taxa de juro básica da economia, que está em 19% ao ano.

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